sábado, 10 de junho de 2017

PARQUE SALTO VENTOSO - cenário de cinema


Soa redundante dizer que o Parque Salto Ventoso – Farroupilha, RS, é um cenário de cinema, senão vejamos: 1995, O Quatrilho, indicado ao OSCAR na categoria melhor de melhor filme estrangeiro; 2002, Quinto dos Infernos, minissérie da rede Globo de televisão; 2007, Nossa Senhora do Caravaggio, filme de Fábio Barreto, mesmo diretor de O Quatrilho e, mais recentemente, Provas de Coragem, filme adaptado do livro Mão de Cavalo de Daniel Guerra.



Trilha


Esse cenário, em meio a uma natureza exuberante, foi entregue ao público em março de 2016, com toda a estrutura de parque de lazer e prática de esportes como rapel, trekking, montanhismo ou, para atividades menos radicais, trilhas para uma boa caminhada o que renderá certamente belas fotografias.

... natureza presente...


Cascata Salto Ventoso


Passarela interna da gruta






Parque está situado a 12 km do centro da cidade de Farroupilha – RS, com acesso por estrada em boas condições, sendo boa parte dela asfaltada. A sinalização de acesso ao parque é que poderia ser melhorada, principalmente a sinalização indicativa o que daria mais segurança na direção a seguir. Mas chegando ao Parque o visitante irá encontra-lo com boa infraestrutura incluindo área de lazer, sanitários, bar e restaurante, trilhas e caminhos bem sinalizados, placas indicativas, etc.

Vista parcial da cascata
É importante salientar que o Parque Salto Ventoso é local destinado ao lazer e prática de alguns esportes radicais, mas sem condições nem estrutura de balneário.



Obrigado e até breve.

terça-feira, 25 de abril de 2017

RIO PARDO GRANDE DO SUL



(foto Situr - divulgação)

O renomado pesquisador, historiador, poeta, Antônio Augusto Fagundes, declarou certa ocasião que "ninguém vem a Rio Pardo; nós, gaúchos de todas as querências, voltamos a Rio Pardo". E é esse sentimento de regressar, de voltar a um tempo passado, tempo que marcou a formação do povo e do território riograndense, que o visitante experimenta ao conhecer a histórica cidade de Rio Pardo.
E para experimentar a sensação de estar no tempo do Rio Grande do Sul em formação basta uma pequena viagem percorrendo-se uma distância de 146 km, partindo de Porto Alegre pela BR 116 Sul, seguindo pela BR 290 até Pantano Grande e a partir daí pela BR 471 até Rio Pardo.
A visita a Rio Pardo é uma verdadeira aula de história e pode começar pela Igreja Nossa Senhora do Rosário que, se ocorrer durante os festejos da Páscoa, permitirá ao visitante acompanhar uma intensa programação religiosa, além de poder admirar uma rara escultura do Senhor Morto, com membros articulados.
Igreja Nossa Senhora do Rosário, inaugurada em 1801
foto: Carolina Grimm

Ainda entre as igrejas merece destaque a Igreja Bom Jesus dos Passos, cuja mantenedora atual é a Irmandade de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos. Em 1872 foi reformada e atualmente encontra-se fechada para restauração.
Igreja Bom Jesus dos Passos, construção de 1815
foto: Situr - divulgação
Certamente é a Igreja São Francisco a mais bem conservada das igrejas da cidade e onde o visitante poderá fazer uma visita monitorada pelo preço simbólico de R$ 2,00. Durante a visita, além de receber importantes informações sobre sua construção, acervo, histórias e lendas é possível admirar a perfeição de esculturas de artista desconhecido e impressionar-se com os detalhes anatômicos das mesmas. Anexo encontra-se o Museu de Arte Sacra, inaugurado em 1975.
Interior da Igreja São Francisco, inaugurada em 1812
foto: Situr - divulgação
 O Centro Regional de Cultura Rio Pardo pode ser visitado diariamente (consultar horários), inclusive sábados, domingos e feriados (exceto 25/dezembro), visita monitorada por R$ 2,00. Originalmente o prédio foi construído para servir de hospital (1848), mais tarde foi instalada ali a Escola Militar da Província para depois transformar-se no Ginásio da Auxiliadora. Em 1983 foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Hístórico e Artístico do Estado do rio Grande do Sul (IPHAE) e de 2002 a 2005 restaurado pela REFAP S/A, através da Lei de Incentivo à Cultura. 
Interior do Centro Regional de Cultura Rio Pardo
foto: Situr - divulgação
Ao caminhar pela rua da Ladeira, hoje Júlio de Castilhos, é impossível que o visitante não seja tomado por estranhos sentimentos ao lembrar que aquelas pedras foram ali colocadas por mão de obra escrava. Trata-se da primeira rua calçada no Rio Grande do Sul. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1954 a rua foi idealizada conforme a Via Appia Romana, com escoamento da água pelo centro.
Rua da Ladeira, pavimentação executada em 1813
foto: Situr - divulgação


O Museu Municipal (atualmente fechado para manutenção) ocupa o conhecido Solar do Almirante, um prédio com linhas arquitetônicas coloniais portuguesas e guarda um importe acervo de um dos municípios mais antigos do estado.
Solar do almirante, construção de 1790
foto: Situr - divulgação

Do Forte Jesus Maria José, marco inicial em torno do qual nasceu Rio Pardo, quase nada restou, infelizmente. Construído pelo portugueses em 1752 para proteger a fronteira de Portugal evitando avanços da Espanha numa região de constantes conflitos e disputas de território. É profundamente lamentável que pela falta de providências adequadas tão importante patrimônio histórico tenha se perdido.
O que restou da importante fortaleza...
foto: Carolina Grimm
Assim como o Forte acima, se não receber manutenção e restauro, o belíssimo edifício da Estação Ferroviária terá o mesmo triste destino... Trata-se de um prédio histórico de considerável valor para a historia de Rio Pardo e do Rio Grande do Sul. Na estação eram comercializados os sonhos de Rio Pardo, receita ainda guardadas por algumas doceiras da cidade, e o filé de peixe que hoje pode ser saboreado em bares e restaurantes da Praia dos Ingazeiros às margens do rio Jacuí.
Estação Férrea, inaugurada em 07 de março de 1883
foto: Situr - divulgaçao
Em 1813 na Casa do Conselho foi lido um oficio da Junta da Real Fazenda com cópia do decreto de licença para a construção da ponte sobre o Rio Pardo. Em 20 de setembro de 2014, totalmente recuperada, a ponte foi devolvida à comunidade, resgatando uma importante parte da história.



Ponte do Rio Pardo - construção de 1813
foto: Situr - divulgação
Em 1756, com o término da Guerra Guaranítica (1753-1756) parte da aldeia de São Nicolau, uma das reduções dos Sete Povos das Missões, foi reconstruída em área que hoje pertence ao município de Rio Pardo, com acesso por estrada de terra.
Igreja de São Nicolau, construída no local da aldeia missioneira
foto: Situr - divulgação

A Ponte do Couto, na periferia da cidade e com acesso por estrada de terra, foi construída em arcos romanos num projeto do engenheiro João Martinho Buff e execução de Antonio Luiz da Costa Esteves. O local serviu de inspiração para a lenda do "Tesouro do Menino Diabo".  
Ponte do Couto, construção de 1848
foto: Carolina Grimm
A mais sangrenta das batalhas da Revolução Farroupilha ficou conhecida como a Batalha do Barro Vermelho e foi travada em terras Rio-Pardenses em 30 de abril de 1838. 
Monumento ao Soldado Farroupilha Desconhecido
Praça da Cruz da Cruz do Barro Vermelho
    



                 






sexta-feira, 31 de março de 2017



GUIA DE TURISMO: importância e funções

        Por definição a palavra “guia” indica, entre outros significados, o ato ou efeito de guiar; condutor, aquele que conduz; cicerone, pessoa que conduz viajantes, mostrando-lhes o que há de importante numa localidade ou dando-lhes informações que lhes interessem. Parece ser o significado de cicerone o que mais se aproxima da definição de guia de turismo, profissional a quem é atribuída a tarefa de guiar, conduzir e prestar informações  a pessoa ou grupo de pessoas.

        Na atividade turística, no entanto, a tarefa do guia vai além de desempenhar a função de cicerone. Guia de turismo é o profissional, com formação técnica específica para atuar na função, conhecimentos da história e da cultura da região visitada e devidamente registrado em órgão do Ministério do Turismo.

        O exercício da profissão foi validado pela Lei nº 8.623, de 28 de janeiro de 1993, que dentre os seus artigos estabelece que o profissional deva ser devidamente cadastrado no Instituto Brasileiro de Turismo (CADASTUR) e exercer as atividades de acompanhar, orientar e transmitir informações em excursões nacionais e internacionais. Essa Lei foi regulamentada pelo Decreto nº 946/93, de 01 de outubro de 1993 que ressalta, entre outros pontos, que é responsabilidade do guia agendar previamente a visita com os organizadores dos locais escolhidos para as excursões. Além disso, classifica o profissional como Guia Regional, de Excursão Nacional e Internacional, e Especializado em Atrativo Turístico.

        A importância do guia de turismo ultrapassa o fato de possuir formação técnica, de sua constante atualização e do cumprimento de exigências legais para o exercício da profissão. A esse profissional compete a elaboração de roteiros que permitam aos viajantes obterem a melhor relação custo/benefício do passeio, ou seja, aproveitar o máximo com o menor custo. Cabe, ainda, ao guia orientar os viajantes quanto a quesitos como segurança, alimentação, locais para compras além de agir diplomaticamente em eventuais conflitos que venham a surgir durante o passeio.

        Portanto, é por meio do trabalho do guia que podemos agregar valor ao passeio, transformando nosso lazer em oportunidade de enriquecer conhecimentos e compartilha-los com amigos e/ou familiares.
A Situr – Turismo Histórico e Cultural oferece a você, sua família ou se grupo de amigos, passeio com acompanhamento de guia credenciado, de forma a fazer de um pequeno passeio uma grande viagem, otimizando seu tempo e seu dinheiro.

Obrigado e até breve.

       
       


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

GUAÍBA - Berço da Revolução Farroupilha

Um passeio rápido, econômico e muito instrutivo. É assim que classificaríamos este tour pela vizinha cidade de Guaíba que pode ser acessada, partindo-se de Porto Alegre, pelas rodovias BRs 116 e 290 ou pela travessia do Lago Guaíba, a partir da hidroviária de Porto Alegre utilizando-se o Catamarã da empresa Catsul. Utilizando-se da travessia fluvial você verá confirmada a tese de que “para ter-se a melhor vista de Porto Alegre só indo a Guaíba”.




ônibus jardineira


O povoado de Pedras Brancas, 9º distrito de Porto Alegre, atual Guaíba, surgiu em meados do século XIX, por ser parada obrigatória para o gado, daí surgindo as charqueadas, cujas ruínas podem ser observadas durante o tour guiado, passeio imperdível para quem visita a cidade.


calçadão da "beira"


Durante o tour com a Jardineira Guaíba, você tomará conhecimento da história e das peculiaridades do município percorrendo a conhecida “beira”, a avenida que margeia o Lago Guaíba e que nos finais de semana transforma-se numa grande área de lazer dos guaibenses. Importante dizer que é nessa região que estão concentradas as opções gastronômicas disponíveis para os visitantes.







O ponto alto do passeio é, sem dúvida, o Sítio Histórico que compreende: Casa e Erma de Gomes Jardim, Cipreste Histórico, Igreja Nossa Senhora do Livramento, Vitrine Cultural e a Casa onde se hospedou a Princesa Isabel, tudo com acompanhamento de guia local.
Casa Museu Gomes Jardim
Erma de Gomes Jardim



Cipreste histórico

Igreja N. Sra. do Livramento

Vitrine Cultural

Casa onde teria se hospedado Pincesa Isabel

O passeio pode ser encerrado com uma visita à Casa Museu Gomes Jardim. O visitante será recebido pelo simpático casal proprietário do histórico casarão que, enquanto são percorridos os aposentos do imóvel, observados o mobiliário antigo e utensílios que datam do período da Revolução Farroupilha, irá detalhar ao visitante importantes fatos sobre a antiga sede da Fazenda Pedras Brancas e do local onde foi planejada a revolução, fato que rende ao município o título de “Berço da Revolução Farroupilha”.

Ao final do passeio você poderá descer a escadaria 14 de outubro, se tiver disposição, é claro; ou retornar com o charmoso ônibus da Jardineira Guaíba até o ponto inicial do passeio. 

Obrigado e até breve!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Estrada do Imigrante - história e religiosidade

Em postagem anterior enumeramos temas - como eventos, gastronomia, história, natureza – que compõe roteiros de turismo e lazer para pequenas e prazerosas viagens.
Na história da formação do Rio Grande do Sul a religiosidade, nas mais diferentes doutrinas, tem participação relevante. Das etnias que povoaram o nosso estado os italianos contribuíram fortemente com a difusão da fé católica na região por eles colonizada. Inúmeros são os roteiros que podem ser explorados dentro dessa temática. 

Destacamos um que inicia no ponto que é considerado “berço da colonização italiana no Rio Grande do Sul”: Nova Milano, distrito de Farroupilha na serra gaúcha.
A igreja do distrito é consagrada a Santa Helena da Cruz e possui um campanário com trinta metros de altura.


Ainda no perímetro urbano de Farroupilha merece destaque a igreja de São Vicente (S. Vicentio M.) no bairro de Nova Vicenza.
Mas, certamente, é o santuário de N. Sra. do Caravággio que concentra as atenções dos fieis que fazem esse roteiro.



Local de peregrinação que tem seu ponto alto na romaria que acontece anualmente no dia 26 de maio data em que, conforme registro, é lembrada a aparição da Virgem a uma camponesa italiana chamada Joaneta.







O roteiro tem sequencia agora em Caxias do Sul com uma imperdível visita à Igreja de São Pelegrino. A igreja abriga a Via Sacra executada pelo artista plástico Aldo Locatelli (Itália 1915/Brasil 1962) além de inúmeros afrescos do artista.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          

A última etapa do roteiro concentra-se na Estrada do Imigrante, 3ª Légua de Caxias do Sul. Ao longo da estrada podem ser percebidos os elementos que caracterizam a vida dos primeiros colonizadores de Caxias: suas casas, com a arquitetura típica e seus templos que demonstram intensa fé. È uma viagem pelo tempo, capaz de despertar emoções semelhantes às sentidas por aqueles que, vencendo os obstáculos, fizeram historia nestas terras. Neste trecho é possível visitar parrerais, vinícolas coloniais, degustar vinhos, visitar orquidiário, museu familiar, capitéis, a gruta de N. Sra. de Lourdes e uma centenária igreja de pedra construída em 1892.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

PEQUENAS FÉRIAS...

Às vezes, tudo o que a gente precisa para relaxar é dar uma fugida no fim de semana.

Quando se fala em viajar logo nos vem à mente coisas como: fazer malas, reservar hospedagem, dirigir longos trechos ou, conforme a opção, passagens – rodoviária, aeroporto, etc. Além, é claro, de verificar a disponibilidade orçamentária.

Nos arredores, ou na própria cidade de Porto Alegre, são muitas as opções - seja navegar pelo Guaíba e ver a capital de outro ângulo, um mergulho no mar, cachoeiras, trilhas, lugarzinhos pitorescos e históricos ou simplesmente contemplar belas paisagens. Aproveite os pequenos refúgios perto de casa para desacelerar, recarregar as energias e começar a segunda-feira com o pé direito!
Foi com o objetivo de promover essas pequenas viagens que criamos este blog. Divulgar pontos de interesse turístico, que possam ser visitados individualmente, com familiares, grupos de amigos ou colegas.

Com os roteiros elaborados pela Situr, que oferece acompanhamento de guia credenciado pela CADASTUR, vamos divulgar eventos locais, festas tradicionais, explorar a gastronomia típica e tão variada bem como toda a riqueza histórica que nos cerca, sem precisar uma longa e onerosa viagem, plenamente viável para um bate-e-volta em apenas um dia.

Verificamos que num raio de 150 km de Porto Alegre estão concentrados os pontos de maior interesse turístico do estado do Rio Grande do Sul no que se refere a eventos, gastronomia, história bem como atrações naturais, distancia esta perfeitamente viável de ser percorrida em um dia, desde que com um roteiro devidamente planejado.

A indicação desses pequenos momentos de lazer destina-se não só a quem vive na região metropolitana, e durante o ano sente necessidade de umas “pequenas férias”, como para quem visita a capital gaúcha por motivos profissionais: cursos, palestras, seminários, congressos, etc, e que ao final desses compromissos gostariam de visitar uma vinícola, por exemplo, ou degustar um café colonial, um almoço típico ou, ainda, conhecer nossas cervejarias artesanais. Isto sem falar do riquíssimo folclore gaúcho, com seus CTGs, festas campeiras e outros eventos culturais. Portanto opções é que não faltam.

Em postagens futuras vamos detalhar os roteiros operacionalizados pela Situr – Turismo Histórico e Cultural, divulgando nosso trabalho e fornecendo dicas para quem deseja uma pequena viagem com a melhor relação custo x benefício.

Obrigado e até breve.